♰Dom Celso Antônio Marchiori Bispo de Apucarana


09/05/2012


Parabéns às mães pelo seu dia no próximo 13 de maio de 2012.

Nesse dia, louvarei a Deus por tão grande dom e rogarei ao Senhor uma bênção especial pela minha querida mãe, pelas prezadíssimas mães de nossos sacerdotes e diáconos, pelas mães de nossos religiosos/religiosas e de nossos seminaristas e pelas mães de toda a nossa diocese.
Transmitam às suas mães meu abraço e minha oração.
Homenagear nossas mães significa que reconhecemos nelas o grande e eterno significado que elas têm para todos nós. Não nos cansemos de dizer: Parabéns...
Parabéns às nossas mães que permitiram em seu ventre a ação criadora de Deus, e que durante toda a sua vida, na alegria e no sofrimento, acompanharam-nos generosamente com muito carinho e amor.
Parabéns às mães trabalhadoras que, nas mais variadas funções e profissões, com muita dedicação contribuem para uma cultura de paz, de solidariedade e de vida. Parabéns às mães que, com muita sabedoria e bons sentimentos, estão sempre bem dispostas à edificação de estruturas econômicas e políticas mais ricas de humanidade.
Parabéns a todas as mães apaixonadas pela vida que fazem parte de nossa história e que lutam pelos direitos de seus filhos ainda em seus ventres.
Parabéns às mães defensoras da vida desde o ventre materno até á morte natural.
Parabéns às mães que favorecem a vida de um mundo mais rico e mais bonito.
Parabéns às mães missionárias de nossa Igreja: catequistas e coordenadoras de pastorais e movimentos religiosos.
Parabéns a todas as mães que fazem parte do Grupo das Mães intercessoras e que festejam seu sétimo ano de existência.
Como fez Maria, a Mãe de Jesus, que nossas queridas mães, no interior de seu coração e de seu lar, favoreçam sempre mais a geração de novos e corajosos anunciadores do Evangelho; e apaixonados pela Igreja, que sejam zelosos e responsáveis por ela, verdadeiros mensageiros da fé, homens profundamente renovados pelo Santo Espírito de Deus.
Que Deus abençoe abundantemente nossas queridas mães.

Apucarana, maio de 2012.

Dom Celso Antônio Marchiori
Bispo de Apucarana

Escrito por Docel às 03h18
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A Mãe de Jesus, vivamente presente nos Documentos do Concílio Vaticano II

 “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo... Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus” (Lc 1, 28. 30).

Em outubro deste ano, no dia 11, quando o Papa Bento XVI fizer a abertura do Ano da Fé, estaremos iniciando as comemorações do 50º aniversário do Concílio Ecumênico Vaticano II e o 20º aniversário do Catecismo da Igreja Católica. Estes dois aniversários, muito significativos para nós, são motivos de grande alegria para toda a Igreja. Certamente este será um momento privilegiado onde poderemos contemplar agradecidos o imenso dom que foi o Concílio Vaticano II. E um dos dons que desejo partilhar com vocês é o da presença de Maria no Concílio Vaticano II.
O Concílio Vaticano II(1962-1965), convocado pelo Papa João XXIII e encerrado por Paulo VI , foi uma corajosa opção de reavivamento espiritual e pastoral, e um chamado a abrir as janelas para a modernidade. A Igreja é chamada a abrir-se e a dialogar com o mundo.
Maria esteve sempre muito presente no Concílio Vaticano II. Este organizou um tratado completo sobre o tema mariano que se desenvolve especialmente no capítulo VIII da Lumen Gentium. A maioria dos documentos fazem referência a Maria, embora de maneira muito breve, como por exemplo, a Constituição sobre a liturgia, Sacrosantum Concilium, que nos exorta a celebrarmos anualmente os mistérios de Cristo, venerando com amor, Maria, Mãe de Deus, junto com a obra redentora do seu Filho. O documento sobre o ministério e a vida dos presbíteros, Presbiterorum Ordinis, nos apresenta Maria como auxiliadora na missão sacerdotal e modelo de quem acolhe a vontade de Deus. Em Ad gentes, todos somos motivados a nos tornarmos missionários. No decreto sobre a formação sacerdotal, Optatam Totius, os seminaristas são chamados a cultivarem um grande amor a Maria. Em Perfectae Caritatis, Maria é apresentada como modelo para os religiosos e religiosas que devem progredir na santidade e produzir sempre mais frutos de salvação. No decreto sobre o apostolado dos leigos, Apostolicam Actuositatem, Maria é apresentada como modelo perfeito de vida espiritual e apostólica. Vivendo no recôndito de seu lar, com Jesus e São José, ela colaborou com o Filho na obra redentora. Ela continua colaborando nos motivando para uma vida apostólica eficaz. Na Constituição Dogmática sobre a Igreja, Lumen Gentium, em seu capítulo VIII, dedicado à doutrina sobre a Virgem Maria Mãe de Deus, Maria está relacionada com o mistério de Cristo e da Igreja que é, certamente, uma síntese bem feita e articulada da doutrina mariana. O mais importante do espírito mariano aqui, é o fato de que o Concílio Vaticano II tenha inserido Maria na História da salvação, especialmente no mistério de Cristo e da Igreja.
O Concílio destacou o lado humano de Maria. Como mulher livre, consciente e responsável, ela cooperou eficazmente no projeto de seu Filho Jesus. E é justamente isso que importa: a presença de Maria sempre deve despertar uma renovação da vida de fé de todos os discípulos e discípulas de Cristo, pois ela é, essencialmente, um modelo de fé viva e comprometida com o Reino de Deus.
A presença da Mãe de Jesus, desde a sua preparação até a conclusão do Concílio, deixou marcas importantíssimas em todos os textos do Concílio. Frutos de muita reflexão e maturação, tais textos indicam ainda um caminho a trilhar onde Maria nos é proposta como modelo de vida e de santidade. Ela nos mostra como continuar o caminho num clima de profunda confiança na Divina Providência, sem medo de enfrentar os desafios que a realidade nos propõe, sem retroceder, mas avançando sempre, ainda que aos poucos e às apalpadelas.
Neste mês de maio, lembrando e celebrando o nome glorioso desta Mãe tão bondosa que tão bem fez a vontade de Deus, lembremos carinhosamente de nossas mães que, à semelhança de Maria, cuidaram de nós para que fôssemos pelo batismo feitos filhos de Deus. Retribuindo sua dedicação e seu amor para conosco, façamos maiores progressos na santidade e, sempre mais comprometidos com o Reino de Deus, como verdadeiros missionários, trabalhemos devotados por um mundo mais humano e mais fraterno, onde todos possam viver felizes e em paz.

Apucarana, 04 de maio de 2012

Apucarana, 04 de maio de 2012

+Celso A. Marchiori

Bispo de Apucarana

Escrito por Docel às 02h50
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16/04/2012


 

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF) AUTORIZA A MULHER A INTERROMPER A GRAVIDEZ EM CASOS DE FETOS ANENCÉFALOS
“Os príncipes dos sacerdotes e os escribas buscavam um meio de matar Jesus, mas temiam o povo” (Lc 22, 2).

No caso de nossos magistrados do STF nem ao povo eles temem.  Todos estamos sabendo que o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a interrupção de gravidez em casos de fetos anencéfalos.  Lamentavelmente, ao legalizar esta prática, o aborto de anencéfalos não será mais configurado como crime. Isto é um retrocesso. Nossa sociedade está caminhando para um caos moral. Parece que o ser humano está perdendo o senso do que é certo ou errado.  Está acontecendo uma inversão de valores. Aliás, nossa sociedade brasileira está carente de valores humanos que favoreçam a construção de uma sociedade mais justa e fraterna.  Precisamos urgentemente mudar este quadro.
É triste constatar que mais uma vez a cultura de morte impera sobre a vida justamente neste tempo litúrgico de Páscoa em que celebramos a vitória sobre a morte. Em Cristo ressuscitado, a morte foi vencida. Justamente neste tempo em que celebramos a vitória da vida sobre a morte nos deparamos com esta lamentável notícia do STF que legaliza um instrumento de morte que é o aborto de anencéfalos. Para nós cristãos e católicos, esta notícia nos deixou muito entristecidos.  “A Páscoa de Jesus que comemora a vitória da vida sobre a morte, nos inspira a reafirmar com convicção que a vida humana é sagrada e sua dignidade inviolável” (CNBB). Portanto, Todos os seres humanos, desde sua concepção, têm direito à vida. Não precisamos nem ser religiosos para aceitar esta verdade. Ou seja, a defesa da vida, independentemente de sentimentos religiosos, é um sentimento de todos. O ser humano, naturalmente, luta, com todas as suas forças, para defender sua própria vida e a vida dos seus semelhantes. A descriminalização do aborto é, sem sombras de dúvida, um atentado contra a vida, direito fundamental previsto na Constituição de 1988. A vida é dom de Deus. Ele é o dono da vida. E como tal, ele tem a chave para abrir e para fechar. De nossa parte, só nos resta a responsabilidade de administrar bem este dom. E todo nosso empenho deve ser no sentido de promoção, manutenção e desenvolvimento da vida em todas as suas dimensões. Qual é a diferença entre matar um bebê que sorridente alegra o coração de uma mãe e um bebê que ansiosamente espera por nascer? Qual é a diferença entre matar uma pessoa adulta e um feto indefeso no ventre de sua mãe? Sim, existe uma diferença. O adulto pode se defender; o feto, no ventre materno, é indefeso. Então, por que uma lei para matar um indefeso e outra para proteger quem tem condições de se defender? Uma vez que o aborto de anencéfalos é legalizado, resta-nos dizer que, como cristãos e católicos, repudiamos esta lei. Nossa lei não é deste mundo, nossa lei é a de Deus. E a lei de Deus é AMOR. Quem ama não mata. Uma mãe que tem o coração conduzido pela lei da Deus jamais permitirá que seu filhinho seja morto antecipadamente, mesmo sabendo que sua vida terá pouca duração. Será de suma importância que o leitor conheça a Nota da CNBB, da Conferência Nacional dos bispos do Brasil, que logo após a conclusão do julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54, manifestou-se lamentando a decisão. No texto, os bispos afirmam que "Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais é descartar um ser humano frágil e indefeso". Que a Mãe de Jesus nos ajude nesta luta em favor da vida dos inocentes. À semelhança de Maria, sejamos tementes a Deus e, como discípulos de Jesus, sejamos promotores da vida para que cada criança seja acolhida com amor, reconhecida como pessoa e tenha a garantia do seu direito fundamental à vida desde a sua concepção.
+Dom Celso A. Marchiori
Bispo Diocesano de Apucarana.

Escrito por Docel às 01h48
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27/03/2012


 


A Semana Santa é o coroamento da quaresma. É um tempo especial para cultivarmos uma espiritualidade da Paixão e da Cruz. É um momento rico para a oração e a contemplação do grande Sacrifício de Jesus. A liturgia nos motiva a celebrar o Mistério da Salvação que é atualizado em cada celebração. Não é simplesmente uma lembrança do que aconteceu há dois mil anos atrás, mas é atualização do Mistério Pascal, ou seja, vivenciamos realmente tudo aquilo que os Evangelhos nos revelam a respeito de Jesus. Nesta Semana que antecede a grande celebração da Páscoa, podemos nos fixar naquela Palavra que lemos em Jo 3, 16: “Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. Estes dias da Semana Santa nos proporcionam um tempo favorável para refletirmos sobre esta grande verdade. De fato, Deus tanto nos amou que enviou seu único Filho para nos salvar. E Jesus levou tão a sério a vontade do Pai que a encarnou em sua vida e nela permaneceu até o fim, até as últimas conseqüências, a te a morte e morte de cruz. Vamos rezar e viver intensamente a liturgia desta Semana Santa. Em nossas Paróquias, Capelas e Diaconias participemos intensamente das ações litúrgicas que, certamente, contribuirão para a renovação de nossa fé e dos compromissos que assumimos desde o nosso batismo. Que ninguém deixe de participar das celebrações desta semana, especialmente do Tríduo Pascal que é a maior e a mais importante de todas as celebrações do Ano Litúrgico. No Tríduo Pascal – Quinta-Feira Santa, Sexta-Feira Santa e Sábado Santo, celebramos a Obra da Redenção e da perfeita glorificação de Deus que o próprio Jesus realizou com sua Paixão, Morte e Ressurreição. Nossa vida foi totalmente renovada com este evento salvífico. Na Quinta-Feira Santa, com a celebração da Ceia do Senhor, Cristo inaugura a nova Páscoa, a sua nova e eterna Aliança. Neste dia, Jesus nos presenteou com dois maravilhosos dons: a Eucaristia e o Sacerdócio. Portanto, Eucaristia, Sacerdócio, mandato do amor e nova Páscoa do Senhor são o conteúdo principal da missa da Ceia do Senhor. Na Sexta-feira Santa, dia da Paixão e Morte de Jesus, celebramos o mistério da Cruz. A cruz dolorosa e sangrenta, mas vitoriosa e resplandecente. Quão grande é o amor de Deus por nós. Um amor sem limite, um amor total, pessoal e incondicional. Jesus morre na cruz para nos salvar. Sua morte é a garantia de nossa vida eterna. No Sábado Santo, à noite, acontece a celebração da Vigília Pascal. É celebração da Luz, escuta da Palavra e um dia especial para o Batismo. Que alegria, que bênção! A morte foi vencida. O poder da morte foi anulado. Jesus ressuscitou. É a celebração das celebrações e no dizer de Santo Agostinho, esta celebração da Vigília Pascal é a “Mãe de todas as vigílias”. Alegremente cantamos: Cristo ressuscitou, Aleluia! A luz venceu as trevas, a vida venceu a morte. E o Sol da ressurreição, Jesus, brilha para todo o sempre. Aproveitemos bem da Semana Santa. Façamos dela um grande retiro espiritual. Aproveitemos da liturgia para escutarmos a Palavra de Deus, que deverá ser uma luz em nosso caminho, e acolhamos apaixonadamente a Jesus realmente presente na Eucaristia. Com toda esta força, teremos condições favoráveis para realizarmos nossa grande missão de “Evangelizar, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo” (CNBB).
Jesus Ressuscitado vos acompanhe pelos caminhos da vida. Seja ele vossa esperança e vossa verdadeira paz. Feliz e Santa Páscoa a todos.
Dom Celso A. Marchiori
Bispo Diocesano

Escrito por Docel às 23h42
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14/02/2012



Nosso ano litúrgico é uma beleza. Cada tempo no aproxima da vida de Cristo em seu itinerário salvífico. Neste tempo da quaresma, que vai da Quarta-Feira de Cinzas até a Quinta-Feira Santa, excluindo-se a celebração da Ceia do Senhor que já faz parte do Tríduo Pascal, contemplamos Jesus anunciando o Reino e convidando a todos à conversão e especialmente preparando-se para sua Paixão, Morte e Ressurreição. A liturgia da Igreja nos propõe temas fundamentais como a conversão, a oração, a caridade fraterna, o jejum e a penitência . A liturgia quaresmal é muito rica em todos os sentidos. Aproveitemos bem deste tempo para um retrospecto de nossa vida de fé e a partir daí, com tomadas de novos propósitos, buscar metas para alcançar uma vida renovada. Quaresma é tempo oportuno de experiências profundas de encontro com o Senhor. Como nos diz Bento XVI em sua mensagem para a quaresma deste ano, “é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé”.  Podemos afirmar que é um retiro espiritual que nos proporciona profunda reflexão, verdadeira oração e penitência como preparação para o grande dia da Páscoa do Senhor Ressuscitado. Aproveitemos bem deste tempo privilegiado e colhamos abundantes frutos espirituais. Sobretudo, como discípulos do Senhor, vivamos profundamente unidos a Cristo na Eucaristia e nele estejamos profundamente irmanados num só corpo que é a Igreja.

Somos também incentivados a vivenciar o tema da Campanha da Fraternidade que neste ano trata da "Fraternidade e Saúde Pública" com o lema: "Que a saúde se difunda sobre a terra" (cf. Eclo 38,8). Certamente será um assunto muito importante a refletirmos. Como está a situação de saúde em que vive nosso povo?

A CF tem como objetivo geral "Promover ampla discussão sobre a realidade da saúde no Brasil e das políticas públicas da área, para contribuir na qualificação, no fortalecimento e na consolidação do SUS, em vista da melhoria da qualidade dos serviços, do acesso e da vida da população".

Depois de muita reflexão sobre tão significativo tema, eis o grande desafio que toca às autoridades sanitárias e a todos nós que pastoralmente buscamos a promoção da vida para todas as pessoas: “Melhorar o atendimento no Sistema Público de Saúde Brasileiro e diminuir as reclamações em relação ao desrespeito e à dignidade humana, frente à vulnerabilidade do sofrimento e da doença”.

Ao trabalharmos este tema da CF 2012, como foco iluminativo tenhamos em mãos os santos evangelhos e contemplemos Jesus, em suas andanças missionárias, que se aproxima dos enfermos com muita solicitude e amor. Os Evangelhos constantemente nos mostram Jesus curando e devolvendo a saúde a tantos doentes: ao paralítico, ao cego, ao leproso, à pecadora pública, e por fim ressuscitando Lázaro. Esta ação de Jesus onde ele cura, perdoa e liberta é um sinal do seu poder sobre a vida e a morte. Devolvendo-lhes a saúde integral, ele favorecia a volta das pessoas ao convívio social, pois as doenças excluíam as pessoas do seu meio natural, família, comunidade e sociedade.

Trabalhemos para que a CF deste ano contribua na conquista de um sistema humanizado de saúde para todo o povo brasileiro. Que as autoridades, no campo da saúde, valorizem as pessoas pelo que elas são e todas tenham vida abundante.

Desejando-lhes uma quaresma abundantemente frutuosa e confiando sua vida à proteção da Virgem Maria, Nossa Senhora de Lourdes, padroeira nossa e dos enfermos, concedo-lhes uma especial bênção apostólica.

+Dom Celso A. Marchiori

Bispo de Apucarana

Escrito por Docel às 00h09
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09/02/2012


Discurso de Gustavo Huguenin na cerimônia de apresentação da logomarca JMJ Rio2013. 

Este é um momento único, não somente pela grandiosidade da JMJ, mas como um grande marco na minha história de fé. Para mim não é apenas um trabalho profissional, limitado ao campo do conhecimento humano, mas algo que estreita minha relação com Deus e a Igreja.

Como designer, posso colocar à disposição da Igreja os dons que Deus me concede, aprimorados por minha formação acadêmica. É uma honra criar o símbolo de um dos maiores eventos do mundo, com a presença do Santo Padre Papa Bento XVI.

Antes da abertura do concurso para escolha do logo oficial, comecei a sonhar com a chance de ser o autor deste trabalho. Para minha surpresa, alguns dias depois o concurso foi lançado.

Confesso que sem grandes pretensões, já seria uma imensa alegria ser um dos finalistas e ter meu trabalho enviado para escolha no Vaticano pelo Pontifício Conselho para os Leigos. E para uma surpresa maior ainda, sou apresentado como o ganhador deste concurso.

Providencialmente, durante o período de inscrição do concurso, me deparei com a catequese de sua Santidade Papa bento XVI, do dia 31 de agosto de 2011, e gostaria de citar este trecho:

“A arte é capaz de expressar e tornar visível a necessidade do homem de ir além do que se vê, manifesta a sede e a busca do infinito. Inclusive é como uma porta aberta ao infinito, a uma beleza e uma verdade que vão além do cotidiano. Uma obra de arte pode abrir os olhos da mente e do coração, conduzindo-nos ao alto.”

Estas palavras de nosso amado Papa me encheram de alegria, reforçando o meu chamado a evangelizar através da comunicação. Assim como as obras de arte tem a capacidade de tocar o coração, este símbolo da JMJ Rio2013 tem o potencial de comunicar isso, numa linguagem contemporânea para a juventude.

A criação teve seu início na oração, como inspiração do Espírito Santo, pela passagem bíblica origem do lema “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”. Este logo nasceu da fé e transmite os valores da jornada, apresentada por uma identidade católica, cristocêntrica, jovem e brasileira.

Com base no trecho extraído do Evangelho de São Mateus, percebe-se a necessidade de expressar uma referência direta a Jesus e ao discípulo. Neste episódio, Jesus se encontra com seus discípulos em uma montanha, assim como o monumento do Cristo Redentor, símbolo universal da cidade do Rio de Janeiro. Os braços do Cristo ultrapassam a figura do coração, como o abraço acolhedor de Deus aos peregrinos da JMJ.

A simbologia da figura do coração é extremamente oportuna para esta ocasião. O coração tem seu sentido como o centro, assim como o Rio de Janeiro que acolherá todas as nações. Nosso povo possui um coração generoso e acolhedor, que tem sua essência na fé em Cristo.

A referência ao discípulo está presente na composição do coração com o Cristo, assim como os que possuem Jesus em seus corações.

A parte superior, em verde, inspirada nos traços do Pão de Açúcar, símbolo da cidade maravilhosa, e a cruz contida nela, reforça o sentido do território brasileiro conhecido por Terra de Santa Cruz.

Eu creio que esta imagem não ficará guardada apenas na memória, mas cravada no coração dos jovens que terão uma experiência de amor com nosso Senhor Jesus na Jornada Mundial da Juventude.

Agradeço a todos que tornaram possível este dia, aos envolvidos na minha trajetória profissional e todos que foram e são meu suporte na fé, a paróquia Santíssimo Sacramento, a Diocese de Nova Friburgo, o Grupo de Oração Bem Aventurados de Maria e a Renovação Carismática Católica. Agradeço a todos do Comitê Organizador Local na pessoa de Vossa Excelência Reverendíssima Dom Orani João Tempesta por esta oportunidade.

Quero aqui expressar minha eterna gratidão a Deus pela realização deste sonho, um dia impensável e agora tão real. Sou extremamente feliz por ser um jovem que pode proclamar para todo o mundo a alegria de fazer parte da Santa Igreja Católica.

Que Deus abençoe nossa juventude e providencie tudo necessário para a realização desta jornada mundial, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida.

Muito Obrigado!

Escrito por Docel às 14h44
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20/12/2011


NATAL: FESTA QUE NOS FAZ VER JESUS; FESTA QUE ENCHE NOSSO CORAÇÃO DE ALEGRIA PORQUE DEUS VEM DELICADAMENTE AO NOSSO ENCONTRO

 

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus... E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1, 1. 14)

 

Queridos irmãos e irmãs de nossa querida e amada Diocese de Apucarana. É com imensa alegria que dirijo essas palavras a vocês neste tempo tão bonito de nossa vida litúrgica. É Natal. Esta festa maravilhosa nos faz penetrar profundamente no Mistério de Deus. E o Mistério é este: a Palavra de Deus se encarnou e fez sua morada entre nós. E esta santa Palavra, Jesus, Deus-conosco nos chama a um novo projeto de vida.
Que grandeza! Que magnificência! Quem somos nós para Deus se importar tanto assim? De fato, somos seus queridíssimos filhos, e por ele muito amados. E ele nos amou tanto, que nos enviou o seu único Filho para nos salvar. Jesus é o nosso salvador. Alegremo-nos.
Não pode haver tristeza em nosso coração, pois Jesus é nossa alegria. Não pode haver trevas em nosso interior, pois Jesus é nossa luz. Não pode haver mancha em nossa alma, pois Jesus nos lavou com seu sangue.
E ainda, se temos sede, Jesus é a Água Viva que nos sacia. Se temos fome, Jesus é o Pão da Vida que nos reaviva. Se estamos perdidos, Jesus é o Caminho. Se nos sentimos desanimados, Jesus é nossa Vida. Se experimentamos momentos de enganos, Jesus é a verdade. Se estamos em pecado, Jesus nos oferece seu perdão.
Jesus, em todo o seu Evangelho, com todos os seus notáveis ensinamentos, enche-nos de alegria com a promessa da eternidade. Em Jesus estamos seguros de que estamos no caminho certo.
Amados irmãos e irmãs, revestidos de tão grande dignidade, pois somos, em Jesus, filhos de Deus, demos graças a Deus Pai pela sua imensa misericórdia. Ele se compadeceu de nós e nos revestiu de glória dando-nos vida em Cristo para que fôssemos nele uma nova obra de suas mãos.
Iluminados pelas festas natalinas despojemo-nos de tudo o que é sinal do homem velho e, com Maria e José, presenças significativas no presépio e na vida de Jesus, participemos alegremente do nascimento de Jesus juntamente com nossa família e com toda a Igreja. Cheios de gratidão, unidos com todos os que estão no céu e na terra, com os anjos e com os homens demos graças a Deus por sua imensa glória e pelo seu grande amor.
Na paz do Senhor Jesus, que repousa serenamente no presépio, desejo a todos um santo Natal e um coração cheio de muito amor e de paz!

+Celso Antônio Marchiori
Bispo de Apucarana

Escrito por Docel às 15h43
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“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus... E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1, 1. 14)

É Natal. Festa maravilhosa nos faz penetrar profundamente no Mistério de Deus.
E o Mistério é este: a Palavra de Deus se encarnou e fez sua morada entre nós.
Alegremo-nos, pois Jesus é nossa alegria completa. Nele está nossa segurança.
Iluminados pelas festas natalinas participemos alegremente do nascimento de Jesus juntamente com nossa família e com toda a Igreja. Cheios de gratidão demos graças a Deus por sua imensa glória e pelo seu grande amor.

Na paz do Senhor Jesus, que serenamente repousa no presépio, desejo-lhe um santo Natal e um coração cheio de amor e de paz!

+ Celso Antônio Marchiori
Bispo de Apucarana

Escrito por Docel às 14h46
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28/11/2011


Igreja Católica: 34 mil novos membros a cada dia
Seg, 28 de Novembro de 2011 10:25 por: cnbb

Todos os dias, 34 mil pessoas passam a fazer parte da Igreja Católica no mundo. Os dados são de um estudo revelado pelo relatório anual da ‘Situação da missão global’, realizado este ano. De acordo com o estudo, atualmente o catolicismo reúne um bilhão e 160 milhões de fiéis.

A notícia foi divulgada pela Agência Analisis Digital, depois retomada pela Agência Zenit, que destacaram,  com base nos dados, que no mundo há dois bilhões de pessoas, de um total de 7 bilhões, aos quais nunca chegou a mensagem do Evangelho.

Outros dois bilhões e 680 milhões ouviram algumas vezes falar de Cristo, ou o conhecem vagamente, porém não são cristãos. “Apesar do fato de Jesus Cristo ter fundado uma só Igreja, e pouco antes de morrer, rezava para que “todos fossem um”, hoje existem muitas denominações cristãs: eram 1.600 no início do século XX, e são já 42 mil em 2011”, afirma o estudo.

Os protestantes carismáticos são 612 milhões e crescem 37 mil ao dia. Os protestantes "clássicos" são 426 milhões e aumentam 20 mil por dia. As Igrejas Ortodoxas somam 271 milhões de batizados e ganham cinco mil por dia.

Anglicanos, reunidos principalmente na África e na Ásia, 87 milhões, e três mil a mais por dia.

Aqueles que o estudo define "cristãos marginais" (Testemunhas de Jeová, Mórmons, aqueles que não reconhecem a divindade de Jesus ou da Trindade) são 35 milhões e crescem dois mil ao dia.

“A forma mais comum de crescimento é ter muitos filhos e fazê-los aderir à sua tradição religiosa. A conversão é mais rara, no entanto, acontece para milhões de pessoas todos os anos, e o mais comum é a de um cônjuge para a fé do outro”.

Em 2011, os cristãos de todas as denominações terão feito circular 71 milhões de Bíblias a mais no mundo (há hoje 1 bilhão e 741 milhões, algumas de forma clandestina).

A cada ano 409 mil cristãos partem para evangelizar um país que não é o seu de origem, distribuídos em 4.800 organizações missionárias diversas.

Escrito por Docel às 13h54
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08/11/2011


 

SEJAMOS SANTOS PORQUE JESUS É SANTO

Quem é santo segundo a Palavra de Deus na solenidade de Todos os Santos?

Segundo Ap  7, 14:
Os santos  “...são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro (Jesus)”.

Segundo o Salmo 23:
É santo “Quem tem mãos puras e inocente coração,/ quem não dirige sua mente para o crime.
quem tem  “ a bênção do Senhor”.

Segundo 1Jo 3:
São santos os que são “chamados filhos de Deus! os que conhecem o Pai; que são semelhantes a Jesus e que se purificam nele”.

Segundo Mateus 5:
São santos os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus; os aflitos, porque serão consolados; os mansos, porque possuirão a terra; os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados; os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia; os puros de coração, porque verão a Deus; os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus; os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus!

“Os santos são a coroa de Cristo. Sejamos santos”.

In Cruce Domini!

+Celso A. Marchiori

Escrito por Docel às 01h06
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30/10/2011


 

 

Ser Santo porque Jesus é Santo

“Procurai a paz com todos e ao mesmo tempo a santidade, sem a qual ninguém pode ver o Senhor” (Hb 12,14)

Apucarana, 01 de novembro de 2011

Amados irmãos e irmãs, no dia 1 de novembro celebramos a festa de todos os santos. No Brasil, esta festa é celebrada no primeiro domingo de novembro. A santidade é o ideal para todos os batizados. É meta para todos nós que hoje, engajados em nossas comunidades eclesiais, temos a responsabilidade de dizer ao mundo que Jesus é a única resposta para as nossas mais variadas indagações. Jesus é o nosso modelo de santidade, pois permaneceu sempre fiel ao Pai e em tudo procurou fazer unicamente sua santa vontade. Jesus nos ensina a viver em plena sintonia com Deus Pai numa atitude de total obediência. Em sua missão, anunciou profeticamente o Reino de Deus, defendeu os direitos dos fracos e promoveu uma vida digna para todos os seres humanos. Condenou as estruturas de morte e propôs a vida em todas as suas dimensões apresentando-se como sendo ele mesmo o caminho, a verdade e a vida. Por isso curou os enfermos, expulsou os demônios e comprometeu seus discípulos para que promovessem a dignidade humana e os relacionamentos sociais baseados no amor, no diálogo e na justiça. Conforme Ap 7, os Santos “são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro”, ou seja, eles se identificaram com Jesus, colocando-se ao seu serviço até às últimas conseqüências, até à morte por amor ao Reino de Deus; lutaram até o fim para superar o mal e viver de acordo com os valores propostos por Jesus no seu Evangelho. Os santos acolheram as Bem-Aventuranças proclamadas no Evangelho de  Mt 5  e se identificaram com Jesus na Pobreza, na Obediência e na Castidade. Venceram a avareza e a ambição pela pobreza; venceram a ira e o desejo de vingança pela mansidão; venceram a indiferença pela misericórdia; venceram os impulsos da carne e a força de uma sexualidade desenfreada pela castidade; venceram os conflitos e as desordens sociais pela promoção da paz e da concórdia; venceram o egoísmo e o hedonismo, colocando-se ao lado dos aflitos, dos pobres, doentes e esquecidos pela sociedade; e, fortalecidos pelo sangue de Jesus, encheram-se de coragem e de alegria e enfrentaram os horrores da perseguição e seu próprio martírio. Tudo isso por causa de Jesus, “o verdadeiro pobre de espírito, o aflito, o manso, aquele que tem fome e sede de justiça, o misericordioso, o puro de coração, o pacificador, o que sofre perseguição por causa da justiça” (Bento XVI). Na medida em que aceitamos o que Jesus nos propõe no sermão da montanha, e nos identificamos com ele, cada qual nas suas próprias circunstâncias, também nós experimentamos a força renovadora das Bem-Aventuranças. Sim, com Jesus podemos nós também ser santos, sem “precisarmos fazer nenhum milagre para provar que Deus age em nós. Basta nosso testemunho” (Dom Celso). Segundo Bento XVI, “A Igreja propõe-nos muitos Santos, que viveram plenamente a caridade, que souberam amar e seguir Cristo na sua vida quotidiana. Todos eles nos dizem que é possível percorrer a estrada da santidade”. Maria Santíssima, espelho de toda a santidade, e todos os santos tornem santa nossa vida e nos façam fiéis e sempre mais perfeitos discípulos missionários do seu Filho Jesus Cristo para que possamos contemplar finalmente o rosto de Deus e cantar eternamente os seus louvores. Amém!

+ Dom Celso Antônio Marchiori
Bispo de Apucarana

Escrito por Docel às 01h23
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08/10/2011


 

Vou enfaixar tuas chagas e curar tuas feridas (Jr 30,17)

Amados irmãos, o Senhor Jesus está no meio de nós.
Através da Igreja Jesus continua sua obra de salvação. Através da Igreja ele continua, com seus preciosos ensinamentos, propondo-nos vida nova, mais abundante e cheia de graça.Jesus se aproxima de nós e nos faz curativos em nossas feridas e nos cura, especialmente as feridas provenientes do pecado. Participem da Santa Missa Dominical façam uma experiência profunda de fé. Jesus os aguarda para um encontro pessoal com cada um de vocês, especialmente com os que sofrem de algum mal, de alguma enfermidade. Não tenham medo de se aproximar do Mestre. Não tenham medo de participar afetiva e efetivamente da Santa Missa. Aí vocês se encontram com Jesus. Ele é o seu refúgio e a sua alegria. Com ele vocês poderão atingir sua plena realização. Nele vocês encontrarão a saúde e a paz. Ou mesmo sem saúde e sem paz vocês estando com Jesus é o bastante. Jesus nos basta. Se nós o possuímos nada mais nos atrai neste mundo. Com Jesus saberemos viver na alegria e na tristeza, na saúde e na enfermidade, na miséria ou na abundância, na vitória e nas frustrações. Jesus está bastante interessado em curar vocês para que, curados e livres, sejam perfeitos no amor e no seu serviço. Acolham o convite que o mesmo Senhor lhes faz e sejam generosos e entusiasmados na missão como verdadeiros discípulos missionários.

 

+Celso Antônio Marchiori
Bispo de Apucarana

Escrito por Docel às 11h01
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AGOSTO: MÊS VOCACIONAL


Vendo a multidão, ficou tomado de compaixão, porque estava enfraquecida e abatida como ovelhas sem pastor. Disse, então, aos seus discípulos: A messe é grande, mas os operários são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da messe que envie operários para sua messe” (Mt 9, 36-38).

Prezados amigos, agosto é considerado um tempo propício para intensificarmos nossas orações em prol do crescimento, em número e em qualidade, das vocações sacerdotais. Assim como Nosso Senhor chamou os Apóstolos, assim a Igreja, hoje, dando continuidade a esse processo, continua chamando os seus fiéis para que dêem uma atenção especial a esse tema que, nos dias atuais, tem a mesma importância. Nos tempos evangélicos, alguns pescadores da Galiléia, depois de um encontro pessoal com Jesus, foram tocados pelo seu olhar e pela sua voz, aceitando, em seguida, o seu urgente convite: “Sigam-me, e eu farei de vocês pescadores de homens” (Mc 1,17; cf. Mt 4,19). Na verdade, desde os tempos do Primeiro Testamento, Deus sempre chamou alguns homens para que se dedicassem mais exclusivamente ao seu plano de salvação: Abraão, José do Egito, Moisés, Josué, Samuel, Davi, e outros tantos. Escutemos o que o Santo Padre nos diz a respeito: “O cuidado das vocações necessita de uma constante “educação” para ouvir a voz de Deus, como Eli fez quando ajudou o pequeno Samuel a compreender o que Deus estava lhe pedindo fazer e a executar imediatamente a ordem dada (cf. 1Sm 3,9)” (Papa Bento XVI). Jesus, o Bom Pastor, convida a todos para que especialmente, neste mês, empenhemo-nos mais e oremos fervorosamente em favor das vocações para a Igreja. Assim, que em nossa Igreja todos tenham a mesma oportunidade para ouvir e corresponder ao anúncio do Evangelho. Somos todos vocacionados para evangelizar. Continuando a missão do próprio Cristo, vamos ao encontro daqueles que se distanciaram da Igreja para que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. Portanto, em nossas orações pessoais, ou em família e, especialmente na Igreja, com a comunidade, nos grupos de oração, grupos de vivência, nos encontros de jovens, de adolescentes, nas diversas reuniões realizadas em nossa Diocese através dos movimentos e pastorais, nas Adorações ao Santíssimo, na visita aos doentes, na catequese, enfim, que todos os ambientes e todos os momentos sejam motivos para “orar ao Senhor da messe para que envie mais operários para sua messe” (cf. Mt 9, 37-38; Lc 10, 2). Agradeço a todos que durante o ano se dedicam e contribuem generosamente com os nossos seminários. Em nome de todos os formadores, muito obrigado. Deus os abençoe pelo interesse e trabalhos realizados em favor das vocações. Que a Virgem Maria nos acompanhe nesta constante oração a Deus, onde suplicamos numerosas e santas vocações para a Igreja.

+Celso Antônio Marchiori
Bispo de Apucarana

Escrito por Docel às 10h09
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A BÍBLIA EM NOSSA VIDA

Queridos irmãos em Cristo Jesus, o Verbo de Deus que se encarnou no ventre da Virgem Maria e se fez nosso Salvador.Hoje quero lhes falar sobre a importância da Bíblia em nossa vida. A Bíblia é, na verdade, um grande tesouro que muitos desconhecem, ou que não acreditam que o seja. A partir do momento em que descobrimos seu valor ela passa a ser um referencial para nossa vida. A Bíblia é com certeza um instrumento norteador da vida de todo o que a lê, medita, ora e vive segundo seus ensinamentos. Desde criança leio e medito as Sagradas Escrituras. Sempre encontrei nelas alimento para minha vida, luz para meu caminho e inspiração em minhas decisões. Com os salmos sempre busquei intimidade com Deus pela oração constante; com os santos Evangelhos, contando com a preciosa graça de Deus, esforço-me para aperfeiçoar-me na convivência com os que me circundam. Na Santa Missa, que tenho a graça de celebrá-la diariamente, tenho a oportunidade de escutar a Palavra viva de Deus e de me alimentar desta Santa Palavra transformada em Eucaristia, o Verbo do Pai, que foi gerado no sagrado ventre de Maria e que, hoje, é gerado sobre nossos altares pelas nossas mãos sacerdotais. Que graça, que bênção! Quão maravilhosas são as mãos de um sacerdote! Iluminado pela Palavra e alimentado pela santíssima Eucaristia, encontro forças para exercer minha missão de pastor nesta tão querida Diocese de Apucarana. Encontro-me como servo, pois o primeiro Pastor é o nosso divino Mestre, Jesus. Sou apenas seu servo. Quero, nada mais nada menos, fazer o que ele fez, e tudo o que for da sua santa vontade. E todos sabemos que sua santa vontade é fazer a vontade do Pai. E qual é a vontade do Pai: “Que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2, 4). No mês da Bíblia, exorto todos os irmãos e irmãs da Diocese de Apucarana para que se debrucem sobre a Palavra de Deus mais intensamente. Que todos tenham a Bíblia como o seu livro de oração. Especialmente através dos Salmos, busquem intimidade com o Senhor e permaneçam à sua escuta. Como nos diz o Salmo 36,7: “Em silêncio, abandona-te ao Senhor, põe tua esperança nele”. Conforme o documento do Papa Bento XVI, Verbum Domini, os Salmos nos fornecem palavras certas com as quais podemos nos colocar em alegre diálogo com Deus, aonde nossa vida vai se transformando num contínuo movimento para ele. Através dos Salmos nos identificamos com toda a humanidade que passa diariamente por todos os tipos de sentimentos que nos envolvem a cada dia: dor e sofrimento, alegria e tristeza, lágrimas e vitória, angústia e esperança, medo e coragem, saúde e enfermidade. Os Salmos são 150 belíssimas orações que nos ajudam em todos os momentos bons e ruins de nossa vida terrena. Ao lado dos salmos, diz o Santo Padre, encontramos também outros textos da Escritura que nos dirigem a Deus sob a forma de oração de Intercessão (cf. Ex33, 12-16), de canto de júbilo pela vitória (cf. Ex 15), ou de lamento no desempenho da própria missão (cf. Jr 20, 7-18). Como é maravilhoso também o cântico de Nossa Senhora no Evangelho de São Lucas: “E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo” (Lc 1, 46-49). Na verdade, quando nos familiarizamos com a Bíblia, todos os textos nos elevam à oração, ao diálogo com o Senhor. E quando aprendemos a rezar com a Palavra de Deus, nosso espírito se fortalece e passamos a viver mais intensamente “de acordo com o desígnio eterno que Deus realizou em Jesus Cristo, nosso Senhor” (Ef 3,11). Cuidemos, porém, para não interpretarmos a Palavra de Deus segundo nossos interesses pessoais. Sobre este assunto, estejamos sempre em comunhão com a Igreja, pois como diz São Pedro: «Nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular, porque jamais uma profecia foi proferida pela vontade dos homens. Inspirados pelo Espírito Santo é que os homens santos falaram em nome de Deus» (2 Pd 1, 20-21)


+Dom Celso A. Marchiori
Bispo Diocesano

Escrito por Docel às 09h38
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Escrito por Docel às 00h34
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